"Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina..."
Background Illustrations provided by: http://edison.rutgers.edu/
Equilibrio de pele
Segui então um norte, inclusive buscando um equilíbrio marcado na minha pele, (bem nas costas).
Me esqueci que viemos do conflito, e nos conflitamos conosco mesmo.
Repetindo o “ohm” de um sistema conflituoso, sem esconder o embate.
Veio largando, esquecendo do meu eu de atrás, que se transformou dialeticamente.
Venho ferindo nas brechas dum sistema falido, mas por descaso ferindo amores.
Por esquecimento não adubando minhas raízes, apenas tentando ver as flores.
"Naturalmente" meu caminho se traçou? Nada é natural camarada, entenda.
Repensando, reavaliando, sempre temos como mudar, mas mudar de onde?
O cuidado de mudar sem derrubar algum importante pilar, oque sustentar?
Tatuagens e cicatrizes, continuando o “Je ne regrette rien”, sem me arrepender (esse carrego no peito).
Com as juntas mesmo um pouco rompidas, seguimos segurando o mundo.
Com as marcas no meu corpo me mostram muito também, a vida em si.
O nó se prende na garganta, a água se apega ao olhar, mesmo que distante.
Mesmo que ainda querendo desbravar, se soltar, e se decidir.
E do meu conflito, oque soltar, e oque me agarrar?

Equilibrio de pele

Segui então um norte, inclusive buscando um equilíbrio marcado na minha pele, (bem nas costas).

Me esqueci que viemos do conflito, e nos conflitamos conosco mesmo.

Repetindo o “ohm” de um sistema conflituoso, sem esconder o embate.

Veio largando, esquecendo do meu eu de atrás, que se transformou dialeticamente.

Venho ferindo nas brechas dum sistema falido, mas por descaso ferindo amores.

Por esquecimento não adubando minhas raízes, apenas tentando ver as flores.

"Naturalmente" meu caminho se traçou? Nada é natural camarada, entenda.

Repensando, reavaliando, sempre temos como mudar, mas mudar de onde?

O cuidado de mudar sem derrubar algum importante pilar, oque sustentar?

Tatuagens e cicatrizes, continuando o “Je ne regrette rien”, sem me arrepender (esse carrego no peito).

Com as juntas mesmo um pouco rompidas, seguimos segurando o mundo.

Com as marcas no meu corpo me mostram muito também, a vida em si.

O nó se prende na garganta, a água se apega ao olhar, mesmo que distante.

Mesmo que ainda querendo desbravar, se soltar, e se decidir.

E do meu conflito, oque soltar, e oque me agarrar?